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Ano 2008 - Nº 147-148 - Quinzenal - 30 de Junho de 2008

  Informação

Casa do Médico de S. Rafael está pronta

Começou a ser construída no final do primeiro trimestre do ano passado e,
agora, já é uma realidade. A Casa do Médico, em Sines, inaugurada a
19 de Julho, está pronta para acolher todos os médicos que queiram usufruir das
vastas possibilidades deste projecto concretizado pelo Conselho Regional do Sul.


Está concluída a obra da Casa
do Médico de S. Rafael, em
Sines, que a partir de 19 de
Julho está ao serviço dos médicos
para apoio de índole social, lazer e
tempos livres, mas também para reuniões
científicas ou de outra ordem.
A Casa do Médico foi construída com
base num edifício antigo que estava em
ruínas e que beneficia de uma magnífica
vista para o mar, na falésia sobranceira à
Praia Vasco da Gama.
As obras iniciaram-se no primeiro trimestre
do ano passado e, pouco mais de
um ano depois, a Casa do Médico já está
pronta para acolher todos aqueles que
queiram usufruir da calma da cidade
costeira alentejana e de bons momentos
de lazer; ou aqueles que, por qualquer
razão, necessitem do apoio que a Casa
do Médico lhes pode proporcionar.
Assim, a partir de agora os médicos ou as
suas famílias podem contactar a Secção
Regional do Sul da OM para se informarem
sobre os serviços de que podem
dispor e as suas condições.
A Casa do Médico de S. Rafael conta com
restaurante, biblioteca, sala de estar e
sala multiusos que permite, entre outras
possibilidades, a transformação em sala
de conferências. O objectivo é permitir
boas condições para o dia-a-dia de residentes
ou ocupantes temporários e também
para a realização de reuniões científicas
ou culturais, que sirvam os interesses
dos médicos e permitam a troca de
experiências e conhecimentos.
O edifício, reconstruído respeitando a
traça original e a que foi associada uma
ala toda nova, possui dispõe ainda de
quartos em regime de aluguer de longa
duração, outros alugados por curtas temporadas,
para turismo, espaços para reuniões
(salões preparados para albergar
até uma centena de pessoas) e ainda
todos os serviços de apoio que, a partir
da casa, será possível levar aos médicos
que elejam a cidade da costa alentejana
como destino permanente (ver caixa). De
referir, ainda, que alguns dos quartos
existentes estão especialmente adaptados
para pessoas com parca mobilidade
ou deficiência motora.
A construção da Casa do Médico visou
igualmente corresponder às necessidades
de assistência que sentem os
médicos mais idosos, que dispõem a
partir de agora da possibilidade de se
instalarem num espaço com condições
adequadas e onde podem desfrutar de
um clima único e do convívio com outros
colegas.

Casa piso a piso

O espaço da Casa do Médico de S. Rafael
reúne todas as condições para o gozo de
uns merecidos dias de descanso ou para
residir durante a reforma com garantias
de qualidade, conforto e tranquilidade.
No edifício principal, que tem dois pisos
e sótão acima do solo e ainda uma cave,
ficam a recepção, os salões, o restaurante
e o bar, uma biblioteca, gabinetes
de apoio, incluindo um de apoio médico
e uma sala com equipamento de ginásio,
sala multimédia, áreas de estar exteriores
voltadas para o mar, bem como todas as
áreas de serviço necessárias: cozinha,
sanitários, lavandaria, instalações para
o pessoal e arrumos.
O novo edifício adjacente dispõe de dois
pisos acima do solo, onde se situam os
quartos, todos com casa-de-banho privativa
e área de arrumos, e uma cave que
acolhe a área de estacionamento e às
áreas técnicas necessárias a um local
desta índole.
Os dois edifícios da Casa do Médico de
S. Rafael estão ligados por um passadiço
interior que permite a fácil comunicação
entre eles e ambos estão equipados com
sistemas de segurança contra riscos de
incêndio e intrusão.

Construção cuidada

O autor do projecto da Casa do Médico
da Secção Regional do Sul foi o arquitecto
José Baganha, que apostou na
manutenção da traça oitocentista do
velho edifício, uma referência marcante
na paisagem da cidade alentejana.
Assim, o especialista optou por recuperar
todo o edifício original e associar-
lhe uma nova construção, respeitando
as características e o espírito da
casa da Quinta de S. Rafael.
Quando foi divulgado o projecto, o
arquitecto assinalou esse propósito:
“Este edifício é emblemático na cidade,
pelo que será rigorosamente reconstruído
na sua arquitectura e volume exterior e
reformulado interiormente, preservandose
assim a memória de uma casa que faz
parte da história de Sines e que marca
presença no perfil da cidade de uma
forma tão significativa que seria impensável
alterar essa marca sem descaracterizar
irremediavelmente a imagem da
cidade”.
A nova construção adjacente está ligada
à original por uma passagem ao nível do
primeiro andar. Assim, a comunicação
entre os dois edifícios é fechada e assenta
sobre um arco que permite a circulação
pedonal entre aquela zona e o centro da
cidade. José Baganha revela o espírito
desta nova construção: “O edifício novo
alia o desenho contemporâneo às referências da
arquitectura tradicional da região”.
A presidente do Conselho Regional do Sul tem
mantido um grande empenho neste projecto e
considera que se trata do “sítio perfeito, com uma
vista esplêndida, calmo e inserido na cidade” o
que incentivará a adesão dos médicos de todo o
país e do estrangeiro.
Isabel Caixeiro realça a localização, explicando:
“Descendo as escadas estamos na praia, o centro
histórico da cidade e o seu castelo estão a
dois minutos a pé e Sines tem já um centro
cultural e um moderno centro de artes”.
Quem se decidir pelo recato da Casa do Médico,
para umas férias revigorantes ou uma reforma
com qualidade, disporá também dos benefícios
de uma cidade que tem “um novíssimo centro
cultural, com óptimas instalações e sempre com
acontecimentos, exposições, espectáculos,
belíssimos restaurantes” e outros serviços, como
cafés, comércio, farmácias, piscinas ou ginásios.


Apoio a médicos residentes em Sines

A Casa do Médico da Secção Regional do Sul distingue-se, ainda, por visar o
apoio aos médicos que, já a gozar a fase de reforma, tencionam residir em Sines
e arredores, onde a partir de agora passarão a dispor do benefício acrescido
de poderem recorrer a meios de apoio domiciliário contratualizados com a
Ordem, como sejam a prestação de cuidados básicos, serviços de limpeza ou
o fornecimento de refeições, tratamento de roupas, apoio médico e de
enfermagem.

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